domingo, 1 de julho de 2007

Divorço

O Dotô me telefonô,
avisando p´reu prepará
p´ra audiência com o juíz:
vai sê no dia doze,
eles vem me buscá!
Uai, moço, sabe não?
O assunto é importante,
eu tô discasante!
Pois é, eu vô esplicá-
temo separado,
eu mais minha dona,
pra mais de quinze ano:
só num fizemo fazê
os papé oficiarmente.
No juíz, cartoro, os finarmente!
Ói moço, que trem trapaiado:
adispois de tanto tempo,
treis fio criado,
os neto, coisa e tar,
vô dizê p´rocêis:
tô sortêro traveiz!



outubro de 1998

Um comentário:

Anônimo disse...

Sortero cê sempre foi, vagamundu!
Era casado com a dona Uca, dispois noivô ca prima Pinga, bandonô
pra consorciá nu cartoro
di vêiz pur toda
coa tar de Maria Cana!
Casó dismais qui fico careca.
Agora vein cum papo de solidão?
Sai pra lá, mané!
A tia Arruda do Riberão é qui sabi dondé qui foi as sua água
Deceu as mantanha foi pra portugá
ispanha i dijacenssa,
quein sabi si seus netu
são da familia Porto, Aniz o Madera? Tudu iguar,
as água vão rolar.
Sacarrôia!
Mesmo anssim, eu ti amu...
da sua Guardenti quirida.